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Não precisava...

January 15, 2017

Quantas vezes você presenteou alguém e ouviu: "- Puxa, que bom! Adorei o presente, muito obrigado"?

Aposto que na maioria das vezes você ouve: "- Não precisava!", "- Pra quê se incomodar?", dentre outros.

Primeiro, quem presenteia não o faz por necessidade do presenteado, pode até escolher algo útil, mas não condiciona à necessidade.

Segundo, presentear não é incômodo, originalmente é um ato voluntário de demonstração de afeto ou de compartilhamento da data ou evento envolvido.

Seria por educação que os presenteados dão essa resposta em geral? Uma educação que desconsidera o motivo de amizade ou afeto do presente? Ou diz-se ser por educação para esconder um orgulho, uma sensação de plenipotência, ou uma vergonha por pensar que o presente é retribuição pela festa ou evento? Ou ainda um desdém disfarçado pelo esforço ou intenção de quem dá o presente?

Já em um amigo oculto ninguém diz que não precisava... sim, é um evento organizado onde todos participam, logo a alegria de receber um presente é amparada e apoiada pelos demais, inclusive permitindo a sensação de pertencer a um grupo.

Mas por que individualmente nos furtamos à alegria de receber um presente? Relutamos, desviamos a satisfação para posturas sociais e etiquetas? Lembra na sua infância a última vez que você sorriu e pulou de alegria ao receber um presente? Por que hoje isso já não é adequado? Trocou sua felicidade por roteiro social?

Ah, sim, dizemos frequentemente "- Não precisava" por que nossa amizade está além disso e dispensa coisas materiais...  bobagem, ou melhor, hipocrisia inocente: a amizade nos leva a reconhecer o afeto do presente e ficarmos felizes com a demonstração, dizendo: "- Puxa, que bom! Adorei o presente! Gratidão!"

Abraço e boa sorte!

 

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