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A Psicanálise, surgida em 1890, como o nome sugere, é a análise da psiquê, uma técnica de abordagem do inconsciente desenvolvida por Sigmund Freud, através da livre associação na escuta e da interpretação dos sonhos, em substituição à hipnose  utilizada pelo Dr. Breuer. 

Utiliza por modelo a estrutura descrita por Freud, onde a repressão inadequada ou recalque gera um desvio no desenvolvimento libidinal sem que o ego esteja formado, denominada então de neurose.

 

É comum ler que o Pai da Psicanálise provocou a terceira revolução no conhecimento humano, ao lado de Copérnico e Darwin, e ainda assim entendia que o trabalho deveria ser continuado sem ele, ou seja, a Psicanálise iria evoluir a partir do modelo por ele estabelecido e sua técnica, hora sendo criticado, hora sendo reconhecido, mas de forma dinâmica evoluindo e permanecendo, como o é até hoje.

 

A técnica psicanalítica permite ao "paciente" buscar suas experiências e verdades, das quais não lembra ou não sabe, de forma que a censura moral não interfira na percepção dos elementos que compõe a sua história, o seu eu.

 

É um auxílio estruturado ao autoconhecimento através da aceitação e da compreensão, para que conheça os fatores do seu inconsciente relacionados à uma queixa e que, então de forma consciente, possa perceber um alívio ou decidir pelo melhor caminho para uma vida emocional saudável e plena.

 

É instrumento para a inteligência intrapessoal.

 

Psicanálise não é aconselhamento e tampouco arte adivinhatória. O psicanalista não dá veredito ou parecer sobre o que deve ser feito. É um apoio para compreender ou aceitar o paradoxo do prazer e da dor como inerentes ao viver.

 

A base de trabalho é a psicanálise de Freud, sem desprezar outros estudiosos, focando a vivência do analisando vinculada à vida psíquica, dentro do que se denomina "determinismo psíquico". Busca-se a memória distante que gera a queixa ou desconforto.

Permite que as pessoas encontrem em si respostas para indagações e insatisfações profundas, para que, de forma saudável e com o livre arbítrio, possam decidir sobre si e sua vida.

É importante distinguir a Psicanálise, a Psicologia e a Psiquiatria.

A Psicologia tem base nas ciências sociais (conforme CNPq e a CBO) e nas ciências da Saúde (Conselho Nacional de Saúde), com formação acadêmica, aplicando métodos e técnicas que situam a pessoa na sua relação com o mundo, com a sociedade outras pessoas. Considera parâmetros objetivos para verificar perfis  e intervir nos processos psicológicos.

O psicólogo conta com o anteparo de uma teoria o mais sólida possível, numa lógica consistente para explicar como funciona o indivíduo que propõe tratar. Tem o privilégio de explicar, mesmo que puramente em teoria, como funcionam não só as pessoas, mas as sociedades, os grupos, o mundo, e ainda serem coerentes com sua proposta.

A Psiquiatria, por sua vez, é ciência médica, onde o diagnóstico e a intervenção levam em conta processos químicos, fisiológicos e neurológicos que determinam um estado ou alteração da psiquê e do comportamento.

Já a Psicanálise é técnica terapêutica que estabelece uma relação entre analista e analisando, onde ambos atuam na pesquisa do inconsciente do segundo, conduzido pelo primeiro. É a escuta terapêutica acompanhada da livre associação e da interpretação de sonhos.

O psicanalista trabalha com foco no inconsciente, que não oferece uma lógica consistente, ao contrário, sua lógica só sustenta um sentido em cada sujeito, que é abordado na prática clínica, pois a prática é que permite manter o foco no inconsciente do indivíduo, sem comparação com os demais.

O psicanalista trabalha com o ouvir, sem julgo, críticas, castigos ou censuras, sejam elas culturais, religiosas, familiares, que advenham do seu inconsciente ou do cotidiano.

A Psicanálise é uma travessia de confiança e libertação das neuroses e aflições humanas conhecidas ou ainda desconhecidas, mas que impedem a realização.